Projeto Comunidade Energética – Eco Parque do Relvão

Reunião de Lançamento – Chamusca

Mais de 30 entidades compareceram ontem na reunião de lançamento de “Comunidade Energética – Eco Parque do Relvão” – CE.EPR. Em linha com o Plano Estratégico 2017-27 da AEPR, o grande objetivo deste projeto é implementar no seio do Eco Parque do Relvão uma Comunidade Energética que conduza a uma redução dos custos energéticos das empresas através do conceito de Economia Circular. O Diretor Geral da Associação Eco Parque do Relvão, Domingos Saraiva, contextualizou os trabalhos explicando que se pretendia clarificar detalhes técnicos, despoletar o processo de reuniões individuais com as empresas aderentes e angariar outras que ainda não integram este grupo de trabalho. Por outro lado, a Vice-Presidente do Município da Chamusca, Cláudia Moreira, realçou na sua alocação de boas-vindas, a importância destas dinâmicas sugerindo o alargamento do conceito à perspetiva social, entre outros aspetos.

O coordenador do projeto, João Jesus Ferreira, começou por explicar as razões porque esta iniciativa da AEPR apresenta um potencial único em Portugal na criação de uma comunidade energética autónoma, racional e eficiente a partir da definição de estratégias energéticas geridas por plataformas digitais adequadas e com elevados benefícios para os membros. O especialista internacional explicou que se pretende implementar no Eco Parque do Relvão uma “nova cidade industrial” baseada em matrizes energéticas individuais e coletivas existentes e futuras, resultantes de um planeamento a médio prazo. Ao dar preferência a fontes endógenas, esta “comunidade” permitirá agregar e partilhar recursos resultando numa gestão energética coletiva e individual mais eficientes. Do debate que se seguiu, resultaram elogios de entidades externas presentes, questões relacionadas com o modelo de financiamento e outras perguntas técnicas prontamente esclarecidas tendo presente a fase embrionária deste projeto “CE.EPR”.

Das três unidades produtoras de energia presentes no Eco Parque do Relvão, o destaque recaiu naturalmente na TERMOGREEN já em construção. Com uma produção prevista superior a 16,5 GWh/ano e início de laboração previsto para janeiro de 2020, o Diretor-Geral, Paulo Preto dos Santos, apresentou a forma inovadora de valorizar fluxos de biomassas residuais da Central de Biomassa da Chamusca. Ponderando o real peso da biomassa na energia, do sector da madeira e da biomassa nacional, o especialista sublinhou os principais fatores chaves para a viabilidade deste tipo de projeto, justificou a solução técnica escolhida e a sua localização preferencial no Eco Parque do Relvão.

A AEPR congratula-se pelo sucesso desta reunião de lançamento atestado pela significativa presença de interessados no tema. Abordou-se, entre outros aspetos, o potencial estimado para a instalação no EPR de uma central fotovoltaica de 4MW; condicionamentos do mercado energético nacional e europeu; e, a necessidade de acelerar a transposição de diretivas comunitárias para o direito nacional agilizando o enquadramento legal das sinergias pretendidas nesta “Comunidade Energética – Eco Parque do Relvão”.