Planeamento e Gestão

O Eixo ‘Planeamento e Gestão’ refere-se à necessidade da Associação garantir as condições em termos de planeamento e gestão necessárias para exercer as atividades a que se propõe e atingir os objetivos já mencionados.

A Associação EPR assume o papel de entidade gestora do EPR, entendido como especificado pelo objeto e pelos objetivos da própria associação. A análise realizada por Tessitore et al (2015), relatou a existência de vários modelos para organizações deste tipo, apresentando tipicamente os seguintes elementos comuns:

  • Equipa multidisciplinar, composta entre 5 a 20 pessoas;
  • Apoiada ou formada por consórcio de entidades públicas e privadas;
  • Presença de conselho estratégico, em que estão representadas entidades públicas – câmara municipal, agência do ambiente – e privadas;
  • Prestação de serviços às empresas (p.ex. formação, consultoria, licenciamentos, I&D), gestão do Eco Parque Industrial (p.ex. manutenção, zonamento, candidaturas), comunicação e promoção do Eco Parque Industrial são as atividades associadas;
  • Acompanhamento e monitorização do desempenho ambiental.

Tendo em conta a visão e os objetivos traçados para a Associação EPR, é importante que a entidade gestora conte com capacidade técnica e conhecimento do terreno. Só assim é possível ganhar vantagem competitiva e confiança sobre a informação recolhida, analisada e disponibilizada.

A equipa de trabalho deve por isso ser composta, preferencialmente, por recursos com formação técnica para o efeito, complementados com a assistência de técnicos da Câmara e das empresas sempre que tal for necessário. Durante a fase inicial, é fundamental contar com o apoio externo técnico à Associação por forma a responder às necessidades imediatas, particularmente nas áreas de engenharia e jurídicas. Mediante o reforço do financiamento externo (público ou através de venda de serviços) e do âmbito de atuação com projetos deverá ser contemplada o estabelecimento de uma equipa técnica interna.

Em termos de localização, é necessário garantir, desde o primeiro instante, que a entidade gestora funcione em contacto permanente com as entidades afetas ao EPR, pelo que deverá ser disponibilizado um espaço de trabalho, de preferência no próprio EPR ou, caso não seja possível, em gabinete localizado em comunidade próxima (p.ex. Carregueira, Chamusca).

Após a definição dos órgãos administrativos e competências, é importante avançar para um plano de atividades para o curto-médio prazo, que deverá conter elementos associados aos eixos de ação principais, tal como apresentados no capítulo seguinte. Os elementos apresentados não são exaustivos, devendo existir sempre espaço para a concertação sobre os mesmos, em conjunto com as entidades do EPR.

Para efeitos de projeção de investimento, se considerarmos que o conselho de administração e conselho estratégico são compostos por elementos com atividades profissionais alocados a entidades públicas e privadas e designados por estas para participação no EPR, os elementos 100% alocados à entidade gestora, numa fase inicial, serão o diretor e um apoio administrativo, apoiados por serviços técnicos especializados.

Em termos de planeamento e gestão, para além da capacitação, a Associação deverá avaliar o processo e promover o estabelecimento do EPR como Zona Empresarial Responsável (ZER) durante o primeiro quadriénio. Esta formalização garantiria uma maior capacidade jurisdicional sobre o EPR (em questões como licenciamento), agilizando a capacidade para responder de forma rápida às oportunidades de desenvolvimento industrial.